Celebrar a alegria do outro quando não estás no teu melhor

Acolher sinceramente a boa notícia de alguém, mesmo quando também estás no limite, é um ato de generosidade — e aprende-se.

O que ajuda

Quando alguém partilha uma boa notícia num momento em que também atravessas algo difícil, a resposta pode ser complicada. A vontade sincera de ficar contente por essa pessoa coexiste com algo mais ambíguo — tristeza, comparação, ou só cansaço emocional.

Não é falta de generosidade — é uma reação normal quando os recursos estão baixos. Mas o outro, de preferência, não devia sentir essa ambivalência na tua resposta à alegria dele. A diferença entre uma resposta plana e uma resposta calorosa está muitas vezes numa ou duas palavras a mais, não num discurso longo.

É possível ficar sinceramente feliz por alguém sem precisar de o viver como a tua própria festa. O ato de te concentrares no outro, de fazeres perguntas sobre a alegria dele, de o deixares habitá-la sem a partilhares logo — é uma forma de presença generosa que não pede para ser representada, só escolhida.

Exemplo concreto

« A sério? Conta-me — quero ouvir tudo. »

A reter

Experimentar da próxima vez

Experimenta uma vez fazer pelo menos duas perguntas sobre a boa notícia de alguém antes de falares do que tu sentes.

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